TURISMO ECOLÓGICO

Pantanal
Um bioma único em uma das regiões mais fascinantes do planeta, o Pantanal foi declarado pela Unesco “Reserva da Biosfera” e “Patrimônio Natural da Humanidade”. São 230.000 Km2 de vida silvestre, dos quais grande parte está dentro de Mato Grosso, onde nasce e se forma. Nesta área está o Parque Nacional do Pantanal Mato-Grossense, criado em 24 de Setembro de 1981.

O vasto Pantanal Mato-Grossense é a maior planície alagável do mundo, formada pela Bacia do Rio Paraguai e pelo regime cíclico das águas. Este fenômeno, repetido há milhões de anos, transformou o Pantanal em um complexo único – a maior superfície úmida do planeta – abrigando umas das maiores reservas ictiológicas da América do Sul. O Transbordar das águas se processa entre dezembro e maio, abrigando os animais a buscar as áreas mais elevadas do terreno (cordilheiras). Em maio cessam as chuvas, mas o nível das águas continua alto, exibindo a força e a beleza da sua vegetação. Estaremos mostrando aqui alguns animais do nosso Pantanal.

 

Onça-Pintada

Onça Pintada

A onça-pintada está fortemente associada com a presença de água e é notável, como um felino que gosta de nadar e porisso é encontrato com facilidade no pantanal local de maior observação deste felino no mundo.

É, geralmente, solitária. É um importante predador, desempenhando um papel na estabilização dos ecossistemas e na regulação das populações de espécies de presas. Tem uma mordida excepcionalmente poderosa, mesmo em relação aos outros felinos. Isso permite que ela fure a casca dura de répteis como a tartaruga e de utilizar um método de matar incomum: ela morde diretamente através do crânio da presa entre os ouvidos, uma mordida fatal no cérebro.

Encontramos a onça-pintada com facilidade no Rio Paraguai, nas proximidades da Reserva Taiamã, que fica rio abaixo a 168 km da Cidade de Cáceres, tornando uma procura para observa-las dos turistas principalmente os americanos e europeus.

Ariranha

Ariranha

A ariranha é o maior mustelídeo conhecido. Sua distribuição original cobre a bacia Amazônica, do São Francisco e a Alta Bacia do Paraguai e do Paraná. No Pantanal, vivem ao longo de rios, corixos e lagoas, preferindo os corpos d’água de margens expostas, onde escavam suas tocas. Vivem em grupos familiares de 5 a 9 indivíduos, são raramente solitárias e são especializadas em pescar e comer peixes grandes, mas provavelmente também podem comer crustáceos, moluscos ou outros vertebrados como cobras e filhotes de jacarés. Os indivíduos são facilmente identificados devido à suas manchas brancas na pelagem preta do pescoço.

TUIUIU – SÍMBOLO DO PANTANAL

Tuiuiu no Pantanal

tuiuiú é conhecido também por jaburu, jabiru, tuiuguaçú, tuinim, tuim-de-papo-vermelho (Mato Grosso), cauauá (Amazônia), tuiuiú-coral e jaburu-moleque. A palavra “jaburu” em tupi-guarani é uma alusão ao modo de andar da ave, “da que é inchada”.


É encontrada desde a Região Norte até São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul e Bahia, e desde o México até o Paraguai, o Uruguai e o norte da Argentina, sendo que as maiores populações estão no Pantanal e no Chaco Oriental no Paraguai. Mas principalmente no estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, no Brasil se encontra mais de 50% de sua população mundial, sendo considerado o símbolo do Pantanal. Vive em grande quantidade também no estado de Goiás na região do Rio Araguaia e lagos próximos.

O Tuiuiú é uma ave de corpo robusto, o bico, grosso e afilado na ponta, tem 30 cm de comprimento. O pescoço é preto e a parte do papo, dotada de notável elasticidade, é vermelha. A cor predominante das penas no indivíduo adulto, é branca. 

Arara Azul

Arara Azul

As araras-azuis são animais que se destacam pela beleza, tamanho e comportamento. Essa ave está atualmente ameaçada de extinção devido à caça, ao comércio clandestino e à degradação em seu habitat natural por conta do desmatamento.